" Saber que tu não virás nunca encher de rosas o meu quarto,
encher de beleza a minha vida,
e continuar à espera da tua graça dolente e sobrenatural.
Continuar à espera, de mãos vazias.
Saber que não partirás o meu pão,
que não beberemos juntos ao jantar um pouco daquele amável e grato vinho velho,
que não acenderás minha lâmpada,
que o piano não possuirá os teus dedos.
Saber tudo isso,
o impossível e o irremediável de tudo isso,
e continuar sonhando inutilmente." - Carlos Drummond de Andrade

Nenhum comentário:
Postar um comentário